As
dezenas de marchantes de Itaporanga e Santana dos Garrotes que utilizam
o matadouro público de Pedra Branca não terão mais onde trabalhar a
partir desta sexta-feira, 27. É que a Prefeitura pedra-branquense
suspendeu o abate de animais
das duas cidades alegando falta de estrutura física em seu abatedouro
para tanta demanda, o que também gera resíduos excessivamente e
compromete as condições ambientais. “Nosso matadouro é pequeno e não
está suportando mais quantidade tão alta de abate, principalmente de
Itaporanga, que chega a abater mais de 400 reses por mês”, comentou o
chefe de Cabinete, Antônio Bastos.
Com
o matadouro de Itaporanga fechado pela Justiça por falta de condições
de funcionamento, os marchantes locais utilizam o abatedouro de Pedra
Branca há um ano e meio, mas agora ficaram sem lugar para o abate: “Não
sabemos o que fazer”, comentou Osmar Bezerra, um dos maiores produtores e
comerciantes de carne da cidade.
Conforme ainda o chefe de Gabinete de Pedra Branca, a suspensão do abate deveria ter ocorrido no começo do ano, “mas o prefeito
de Itaporanga falou comigo, me pediu mais um prazo, e, como já se
passaram nove meses e nada foi resolvido, não temos mais condições de
esperar, mas acredito que já demos nossa contribuição a Itaporanga”.
Em Itaporanga, circula a informação entre os próprios marchantes de que
o prefeito vai tentar reabrir o velho matadouro a partir de um acordo
com o Ministério Público, mas, até agora, não há nada de concreto.
No começo do ano passado, a Prefeitura de Itaporanga chegou a adquirir
um terreno no sítio Riachão para um novo matadouro, mas a obra não foi
para frente, acarretando prejuízo aos cofres públicos municipais.
Com relação a Santana dos Garrotes, o matadouro da cidade foi fechado
este ano pela Justiça e os marchantes correram para Pedra Branca, mas,
agora, também estão sem ter para onde ir.
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