A
dois meses atrás demitiu do Hospital Regional de Itaporanga e hoje botaram pra fora do
Hospital Estadual de Aguiar – PB.
A história do servidor público tem sido marcada por lutas
constantes que são inerentes à uma categoria. Entretanto, nem sempre os ataques
são diretos e claros, pois a administração pública consegue, tenta sutilmente
impor-se por abuso de poder, utilizando-se de argumentos de que seus atos são
para o bem do serviço público.
Uma das formas mais comuns de se penalizar o servidor público
que não “se alinha”, que “não compactua” com as ações desmedidas de politicagem
de um administrador, é
a perseguição política aplicada ao servidor para que sirva de
exemplo aos demais, forçando-os a se calarem.
A perseguição política é uma das formas mais covardes de se
manipular e pressionar os servidores, sendo a remoção e transferência um jeito
velado de se perseguir. Não podemos expor nosso ponto de vista e manifestarmos
qualquer opinião que venha a desagradar os que estão no poder. Somos feridos em
nosso direito de ir e vir, quando nos forçam a negar as nossas opiniões e
ideias, ou seja, deixamos de ser livres, uma vez que tornamo-nos prisioneiros
de um sistema opressor onde gostam de fazer valer aquele ditado popular que se
diz: “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Será essa mais uma frase para
nos ameaçar ou uma simples demonstração do poder e da liderança imposta pela
força?
A perseguição política é um tipo de comportamento, de atitude,
que certamente deverá atribuir-se à pessoas inseguras e fracas. Seria pedir
demais, que nos deixassem livres para escolhermos de que lado queremos estar?
Talvez essa seja uma proposta assustadora para muitos que não sabem conquistar
ou que não confiam em si mesmo.
Indigna-nos constatar o fato de que tem administradores públicos
que gastam tanta energia investindo em medidas punitivas para os seus
subordinados, quando seria mais inteligente devotarem tempo e atenção para
motivar,
incentivar, qualificar cada trabalhador, para que estes possam
sentir-se mais valorizados e respeitados.
Fico espantada ao ver que existem pessoas tão ingênuas,
especialmente na administração pública, que se acham imbatíveis, super
poderosas. Será que não param para refletir que tudo é passageiro? Que tudo
passa? Inclusive o poder que se julga ter sobre os outros? A morte é a única
certeza que temos, sobretudo, que ela virá para todos. Então, por que tantos
vivem atropelando os outros, desprestigiando, ferindo, implicando?
É uma pena vermos os nossos representantes andando na contramão
da vida. Perdem tempo com coisas pequenas, gostam de valorizar as “picuinhas”.
E, o pior, é que vivem cercados de pessoas fingidas e interesseiras. São os
amigos do poder. Certa vez, ouvi alguém dizer que “é melhor puxar saco do que
puxar carroça” e fiquei a refletir, concluindo que essa pessoa não tem amor
próprio. Ama o poder e por isso valoriza quem o detém. Entretanto, nem sempre
poderá andar de cabeça erguida e estar com a consciência tranqüila, pois
inegavelmente, compactuará com injustiças e pecados. Bem se diz que o diploma
nem sempre é sinal de sabedoria.
São seres humanos que se tornaram infelizes, carrancudos, mal
humorados. Então, como são infelizes, querem também fazer com que os outros
também o sejam: começam a perseguir, usam de autoritarismo, gritam,
ironizam. Contudo, calmamente observamos que a tempestade vai
passar, e felizmente os servidores públicos, são bastante resistentes para
aguentar, mas carregam a esperança de um dia, quem sabe, assim como ocorreu com
a escravidão e ditadura, verem banidas as perseguições covardes que se praticam
no serviço público. E que ninguém seja forçado a nada, que haja respeito e
parceria entre todos aqueles que caminham juntos, ainda que com ideais
diferentes.
Você conhece algum político com essas características? Se acha
que não, observe com mais atenção. Eles estão bem próximos!
Fonte: Diamante Noticias
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